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domingo, 31 de março de 2013

448# 100: Inocência - 24#

Nada correu como o planeado. Cheguei ao final da vida e penso em tudo o que deixei para trás.
Como me souberam bem os erros e as viagens reais e utópicas. Não sei se para o túmulo posso levar memórias, já que o que é físico cá fica, mas se for possível, guardarei todas para mim. Isto, porque antes os desejos não faziam parte da minha pessoa e do que eu era. E era fácil quando não tinha nada, porque o nada não pode ser tirado de nós, porém, eu deixei de não querer há já muito tempo, e, consequentemente, passei a pretender tudo. E obtive tudo. Tudo que me completava pelos pequenos prazeres, consoante as grandes vontades.
Agora, que me sinto ir, é que posso concordar e dizer que este é o fim da minha inocência, porque compreendo que, por mais que vivamos, não obtemos a imortalidade.
 Valµntina 

domingo, 10 de março de 2013

427# 100: Céu - 23#

Via-o sempre ali, sentado no  mesmo banco, usando o mesmo casaco velho, de uma cor diferente, porque a original tinha-se ido com o tempo. A idade também já lhe pesava, assim como as camisolas de lã e o palitó mal usado. Devia ter medo do frio.
Sempre me questionei sobre o seu nome, a sua vida e sobre o porquê de passar tanto tempo a olhar para o céu, se este não contava histórias nem respondia a perguntas.
Houve dias em que tive uma certa coragem de me aproximar, de me sentar no mesmo banco, mas não de olhar para ele. Como é que lhe poderia dizer que estava interessada em falar com ele? E, além disso, que seria feita da minha curiosidade se ele me contasse tudo o que eu queria fazer?Que outro mistério teria?
Então, de ombros encolhidos por causa do frio, esqueci a minha coragem, levantei-me e afastei-me a passos largos caminhando para casa. Entre uma das minhas passadas, olhei para trás. O homem fitava o céu e anuiua com a cabeça, como se concordasse com alguma coisa vinda do firmamento.


Nameless

domingo, 10 de fevereiro de 2013

400# 100:Abandonada – 22#

Saí da cama à sua ordem, vesti-me enquanto o mirava. Nu. Deitado. Sorridente. Aos seus olhos eu era um boneco.
Busquei pelo meu casaco os olhos. Estava junto a ele.
O meu corpo tremeu e eu engoli em seco. Estiquei a mão e pequei naquela pedaço de tecido vermelho. Arrepiei-me. Ele agarrou-me pela mão, fitou-me de cima a baixo, como se ainda me desejasse. Que nojo. Atrevi-me a soltar-me, olhando-o entre a fúria e o medo. Peguei no meu casaco, acertei os meus sapatos nos meus pés e saí. Afastei-me passo a passo. Desci as escadas, afastando-me da sua casa, para onde ele me havia levado, para falar. Não falamos.
Ajeitei a alça do soutien e desci mais um degrau. Agarrei-me ao estômago e olhei para cima, em busca de ajuda. De algum tipo de suporto. Não havia nada. Não havia ninguém. Não havia Deus. Este tinha-me abandonado.

 
Nameless
 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

360# 100: Morrendo - 21#


Fui deixado sozinho, às voltas, confuso, desorientado. Nem sentia fome nem frio. Não sabia o que era o medo, mas conhecia os calafrios que me percorriam o corpo, pela espinha abaixo.
As ruas estavam desertas. Seria de madrugada? Talvez fosse, não me recordo de ver o sol e os postes eletricos estavam em funcionamento. Sim... era de madrugada e eu vagueava de um lado para o outro. Procurava por qualquer coisa, alguém que me dissesse algo simpático. So queria uma  palavra amiga antes de sentir tudo terminar. Não encontrei ninguém, então segui caminho. Finalmente, ao fundo, vi alguém. Guiava um camião e parecia ouvir música, pois mexia os braços com brutidão a ritmos estranhos. Devido ao semáforo que estava perto de mim, abrandou, mas não parou. Esperava que o semáforo ficasse verde para que pudesse acelerar. Fitei os céus. Estavam cobertos de nuvens e não pude ver as estrelas. Afinal sempre gostei de olhar para elas e dar-lhes nomes. Perdia-me sempre a meio e desculpava-me a mim mesmo dizendo que já não sabia o que lhes chamar.
Olhei mais uma vez em redor. Ainda tinha aquela ponta de esperança em mim, todavia, sabia bem que se as ruas estavamdesertas, por algum motivo era. No entanto, aquele motivo não era justo. 
Nomeu bolso esquerdo, senti o meu telemóvel vibrar, tirei-o e remexi-o entre os dedos feridos, que mal dobravam. Simone. Li o seu nome movendo os meus lábios e senti vontade de chorar. Estava mesmo sozinho. Estava sozinho e sabia que ninguém me  ia amparar. Como forma de consolo, sorri para aquele ecrã iluminado e, por instantes, encontrei o meu sorriso. Desliguei a chamada, esperei que o semáforo mudasse de cor e segui. Dei um passo e arrisquei, mesmo sabendo que não podia voltar atrás.


Nameless

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

353# 100: Segurança Primeiro - 20#


Puxou-me pelo braço. Tinha um ar preocupado e os olhos muito abertos. Estava com medo. Não sabia de quê. Ela não me contava nada. Acho, sinceramente, que a única coisa que me tinha contado com grande verdade durante toda a sua vida, foi que o meu pai era um filho da mãe que bem mereceu morrer, atropelado por um carro, à porta de casa. Ela confessou que não chorou. Ele batia-lhe e, mais tarde ou mais cedo, ele acabaria por findar, provavelmente, pelas mãos da minha mãe. Com isso, já sabia que não temia o meu pai, era outra pessoa. Algum dos seus clientes? Era era relações públicas, passava muito tempo ao telefone e recebia imensas cartas. Algumas, nem abria, queimava, para que eu não pudesse ler.
Parámos de andar, ela fitou-me e afastou-me o cabelo da cara. Começava a sentir o seu medo na minha pele. Abriu a porta do armário e pediu-me que entrasse. Chiu... disse-me com o dedo em frente aos labios. Fechou a porta do armário e afastou-se. Escutei-lhe os passos e, depois, muito depois, um tiro.
A porta de casa basteu e o silêncio foi tomado pela minha respiração, que já nem se conseguia cortar.

 Nameless

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

352# 100: Escuridão - 19#


Escutava cada bater de asas. Sentia-os a rodar e pousar sobre mim, como o lenço que caia sobre os meus olhos.
Não entendia os meus passos, contudo, tinha a certeza de que estavas ali, perto de mim. Só não falavas. Por que é que não falavas? Sabias que te procurava e que, sem ajuda, não te podia encontrar. Caminhei. Passo após tropeço, após queda. De lágrimas a dor. De negrume a negrume.
Todos os meus sentidos diziam que estavas por perto. Bastava-me tocar-te. Estiquei uma das mãos e travei, senti que o teu corpo desvanecia, carregado pelo vento. Soube então que não me querias, que de nada tinha valido a viagem, que tudo era um jogo. O teu jogo.
Voltei o rosto para os céus. Não sabia dizer que horas o sol marcava, ou onde estava a estrela polar, afinal, era sempre tudo igual. Tudo muito negro.
Sentei-me e encolhi-me sobre mim mesma, sem esperanças que regressasses e de voltar a ver o teu rosto. Afinal, não via. Era cega. E tu, eras o culpado da minha maldição.


Interrogo-me sobre o fim do mundo e sobre os vossos pensamentos.
Nameless

350# 100: Luz - 18#

Rodopiaram-te pela mão e caíram sobre a mesa. Sempre em movimento. Como se estivessem ligadas à alguma coisa, ou melhor, à ti.
Segui cada gesto teu, ouvi cada respiração e deixei-me impressionar, até ficar, literalmente, de boca aberta. Eras mágico. Sabia que não gostavas desta palavra, pois os mágicos são enganadores e, ali, sobre as tuas luzes, os círculos, ondulações, fios, imagens, cenários criados, não havia enganos. Somente o teu talento. A tua habilidade tão mal encarada.
Levei às minhas mãos às tuas e cobri-as, senti algumas piacadas nas palmas das mãos e torci o nariz. Quiseste afastar-te, mas agarrei-te com força. Não ias fugir.
Fitando os nososs dedos entrelaçados, sorri ao ver-nos brilhar com a tua luz.
Não eras um monstro como tinhas dito. Na verdade, naquele momento, julguei-te um anjo.


És linda(o), importante e fantástica(o). Nunca penses o contrário. 
Com amor, 
 Nameless

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

343# 100: Amor - 17#


Hoje caminho despida, porque nunca encontrei ninguém que me amasse de todo. Mas, antes de caminhar sem roupas, sabia por onde ia, com quem me cruzava, que lençóis cobria. Porém, depois de vocês, já nada sei. Já nada sou. 
Deixei-me levar pelo sexo, que confundi com amor. Pelo dinheiro, que julguei um gesto de carinho, pelo prazer, que pensava que era correspondido. No entanto, as noites foram-se revelando, mostrando  mais minhas e menos nossas. Aos poucos, cada um de vocês foi sumindo... e eu vi-me só. Então entendi que nada do que tinha vivido era amor... Eram apenas vocês... 

Boa semana!
Nameless

domingo, 9 de dezembro de 2012

340# 100: Introducao - 16#

Passos tortos, caminhos retos e linhas pouco certas. A minha vida sempre tinha sido assim e não via motivo para mudar. Gostava de quem era, do que era, porém, tinha a perfeita noção de que acabaria por pagar o preço de gostar demasiado de mim. Toda a gente paga pelo seu egocentrismo e, aquela ínfima parte de dor, era a introdução ao meu sofrimento.
Encolhi-me sobre mim mesma. Caí de joelhos e fitei os céus noturnos. Será que me ia deixar desfalecer ali? Naquele momento?
Tossi e senti o estômago a revoltar-se. Contraí o abdomen e caí no chão, com o rosto voltado para o chão. Raios! Porquê morrer? Não queria. Não queria uma nova madrugada... Um novo dia... Uma nova dida, após a morte...
Respirei fundo e, por segundos, jurei para comigo mesma, que me tinha sentido bem. Sorri e chorei. Senti-me livre, todavia, pesada. Ia começar... Agora, era só esperar e morrer.


Boas leituras, Nameless

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

295# NaNoWriMo: Dia 1 de Novembro (Madrugada) - 8#


  OH MY GOSH! OH MY GOSH! OH MY GOSH! 3984 palavras! Boo-yah!
  Escrevi um capítulo inteiro em duas horas! Um capítulo inteiro!
  Estou toda contente, porque já não escrevia desde dia quinze, ou dezasseis, ou seja, desde que entrei em Reabilitação Criativa, ao fim de entrender exatamente o que é que queria escrever.
  O resultado foi este, mais de três mil palavras. Ah! Ah! Sinto-me awesome.
  Tenho de aproveitar bem a madrugada, porque, amanhã a tarde, vou passar o dia a estudar português, pois tenho teste sexta-feira e Luís de Camões, não é, nem de longe nem de perto, o meu melhor amigo.
  Algures, pelas quatro da manhã, vou-me deitar. Arrumo a cozinha amanhã, que também não tem mal nenhum.
  Não me posso esquecer que isto também significa o fim da Reabilitação Criativa, logo, dentro de nada, voltarei com o Desaio dos 100 e o Ad Vindictam.
  Quero ver se chego as cinco mil palavras. Se o fizer, tenho a certeza de que dormirei muito bem.
  E vocês? Como está a ser o primeiro dia de NaNoWriMo?

PS: Espero é ter escrito alguma coisa de jeito, para não ter de cortar depois, quando fizer a correção.

  Vão dando notícias, Nameless

terça-feira, 16 de outubro de 2012

272# 100: Ameaca - 15#






- Um dia, vou-me embora e não volto! – fito-o, parece amuado, mas ainda tem o descaramento de me sorrir. – Estou a falar a sério. Estás a ver aquela mala ali ao canto? – encolheu os ombros e permaneceu de olhar fixo em mim. – Olha para a mala! – Ele olha, contrariado, contudo, fá-lo. – É com ela que vou partir.
Apago o cigarro no parapeito da janela e expilo o fumo pelo canto da boca. Encaro-o novamente de soslaio. Raios do rapaz! Não me leva a serio. No entanto, no dia em que chegar à casa e me vir fora dela, há-de aprender a lição.
  

Leiam um livro! Nameless

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

256# 100: Cicatriz - 14#

 A mão passou calejada sobre a cabeça. Ao princípio, sentia-a lisa, perfeita. Contudo, ao chegar à nuca, parou. Os seus dedos tactearam, sentindo aquela saliência. A sua respiração alterou-se. Esgaravatou a pele com as unhas. Pela pele escura, não se notou qualquer resultado. Todavia, ele sentia-o.
Baixou a face, em sentido de vergonha e uma mistura de ódio, ergueu a outra mão e cobriu os olhos que, pela primeira vez em muito tempo, destrancaram as lágrimas que teimavam em não escorrer. Como chorara com os olhos secos…
Olhou-se então ao espelho, sem coragem de entender o porquê.
Tinham-na levado. Ainda lhe via o semblante. Pequeno, redondo. Olhos grandes. Ele ficou inconsciente e eles levaram-na. Era pequena, era a sua filha. Amanda. 

251# 100: Espaco - 13#


- Mãe, o que é que espaço?
A mulher fitou a filha e, antes de responder, apontou para o céu. 
- Depois das núvens, tens o espaço. É um lugar escuro, mas que é muito iluminado, pois tem milhares e milhares de estrelas. Tem planetas, como este em que vivemos. Mas não sabemos se tem pessoas.
- Se tiver pessoas, ela vão gostar de nós?
- Não sei, querida. No espaço tudo é diferente. Precisas de máscaras para respirar, não consegues manter os pés no chão e não há nada do que está aqui. Apenas estrelas e planetas.
- Podemos ficar com as estrelas e os planetas?
- Querida, podes ficar com algo que não podes alcançar?
- Não – respondeu depois de algum tempo.
- Aí está. Devemos ficar com o que nasceu para nós.

249# 100: Foguetao - 12#


Correu atrás daquele brinquedo, a mesma velocidade que o vento. Ele era tão rápido como o vento. Corria em redor do jardim, mas aquilo não era um jardim, era um campo espacial e ele estava no seu foguete. Rápido, forte, protetor. Mais alguns segundos e estaria para lá do espaço.
Antes de chegar ao destino, agachou-se enquanto corria, apanhou um carro e levou-o com ele. Aquele seria o seu brinquedo durante a sua missão secreta no espaço. Ele, o carro e o avião.
A descolagem havia sido complicada, mas ele… Parou. Olhou em seu redor e escutou com mais atenção. Uma voz. Uma voz chamou-o. Parou de correr. Abanou a cabeça e sorriu. Pousou o carro e abriu as portas do seu transporte. Eram horas de almoçar.

247# 100: Ceu - 11#


Neste lado do céu muito se vê, desde as crianças a passar aos adultos apressados para o seu mundo de faz de conta: faz-de-conta-que-amanhã-comes-dinheiro. No entanto, não vejo o teu pedacinho de céu, não vejo as tuas roupas a voar ao sabor do vento, nem oiço a tua voz que, com certeza é carregada pelo vento.
Por esta altura deves estar grande e bem longe de chegar a este céu, de vaguear pelo ar e perder o corpo, para partir com a alma. Ainda bem que assim é, porque terias saudades da terra, como eu tenho.
Neste pedaço de céu, tenho saudades do teu corpo de bebé, das tuas mãos pequenos e do sorriso mais lindo do mundo. Dos olhos brilhantes e as bochechas carregadas de rubor. Deste lado do céu, neste pedado de céu, sinto-me só, mas feliz por saber que não ve vez, daí, desse teu lado do mundo. 

Sorte nº17, Nameless

246# 100: Veneno - 10#

Vi-te sentar ao meu lado, a falar e a reclamar. Abriste uma revista e bufaste, barafustaste e reclamaste por estar gorda. Levantaste-te do sofá, foste até a cozinha e revirasre os olhos; o chá não tinha açúcar suficiente e estava demasiado quente para ser bebido.  Foi então a minha vez de bufar. Olhaste para mim de lado e esticaste-me a chávena sem dizer palavra. Agarrei-a e fui até a cozinha. Abri a pequena gaveta e tirei de lá um frasco amarelo, com letras vermelhas. Temperei a tua bebida com aquele pó e levei-to. Com o mesmo falso sorriso de sempre, entreguei-to e sentei-me ao teu lado, onde sorri, com verdade.
Bebeste, tossiste e contorceste-te. Olhaste para mim, agarraste a minha camisola e tombaste para o lado.
Peguei no telefone, chamei uma ambulância e saí de casa. Sorri então. Sabia que já estavas morta. 
Sorte nº17, Nameless

245# 100: Fantasia - 9#


E caiu-me nas mãos, pequena, leve, parecia o ar. As suas asas tremiam, como uma criança gelada, que tinha caído a um rio. Afaguei-a com um dedo e aqueci-a com o meu bafo. Mexeu-se. Voltei a soprar e a esfregar as suas pernas com um dedo. Queria que ela vivesse, precisava que ela resistisse. Porque, como ela disse, por cada fada que morre, uma criança deixa de acreditar no mundo em que elas viviam. Soprei mais uma vez, com mais força, mais cuidado. E ela mexeu-se, ergueu-se e sorriu. Piscou os olhos brilhantes e voltou a cair, desta vez adormecida. Confiando em mim.

Sorte nº17, Nameless

242# 100: Piscar os olhos - 8#


- Podia jurar que ele sempre conhecera as minhas intenções, porém, quando apontei-lhe a arma e puxei o gatilho, entendi que estava errada.
Atirei a bola anti-stress contra a parede e voltei a apanhá-la com uma só mão.
- As pessoas mostram-se sempre estranhas quando queremos que elas reajam, normalmente – continuei sem olhar para o homem que me ouvia. – Tal como o meu filho mais novo. Um dia, ao jantar, olhei para ele, todo regalado a comer e perguntei-lhe: Sabe-te bem? Ele respondeu que sim, com um grande sorriso e voltou a comer. Sabe o que é que eu lhe disse a seguir? – indaguei entre uma gargalhada curta e baixa. – Disse-lhe: Ótimo, porque, o que estás a comer, é o teu pássaro.
Atirei a bola anti-stress ao chão e voltei-me, pela primeira vez, para o psicólogo. Sorri-lhe e pisquei-lhe o olho.
- Não me julgue, em tempo de guerra não se limpam armas.
E voltei-me então para a frente com o mesmo sorriso glorioso, enquanto ele mirava-me, piscando os olhos de quando em quando, como um louco.

Sorte nº17, Nameless