De volta às aulas!!
Não, ainda não, ainda falta qualquer coisa como uma semana - a derradeira semana antes do Genocídio Estudantil. Não em modos literias, mas psicológicos, porque vamos sentir que é o fim do mundo.
Este ano letivo, 2012/2012, marcado pelo suposto fim do mundo - algo engraçado, porque já sobrevivi a vários e, como mostra uma imagem do 9gag, ao Justin Bieber, logo, não me parece que o querido mundo criado pelos humanos desapareça agora.
Mas não foi sobre isto que vim aqui postar. Não. É um facto que as aulas vão começar, que eu ainda não comprei livros sequer, nem cadernos e que nem sei se estou na mesma turma. Logo, isto não interessa. O que me interessa, é o blog. Sim, o blog.
Hoje dei comigo mesma a pensar: Porque raio é que criei um blog? Não preciso de um. Se quiser escrever, escrevo, se quiser um diário - algo que nunca tive -, compro um.
Para dizer a verdade, não sei por que é que tenho um blog. Não sei. Ao início, a intenção não era enchê-lo de futilidades, mas escrever qualquer coisa que se assemelhasse a crónicas. No entanto, tinha-me esquecido que, no meu primeiro décimo ano (sim, tive dois) descobri que não sabia escrever crónicas. Simplesmente não consigo falar do dia a dia sem me enrolar e puxar o assunto ou para o romântico ou o fantástico, criando então uma história. É um grande mal, um grande defeito meu, faz parecer que fujo da realidade, mas não, enfrento-a todos os dias.
O meu grande problema ao criar o Conversas com a Lua ou, My Nameless World, como foi apelidado pela primeira vez, foi o tema. Pensei em livros, pois adoro ler, mas já há muitos blogs sobre livros. Música, gosto, mas não ao ponto de falar sobre este assunto todos os dias. Coisas comuns... -.-'' Não sei escrever crónicas. O minha evolução como aspirante à escritora? Não! Se cansa-me a mente, imagino aos outros.
Ao longo do tempo, este blog foi-se tornando um espaço de ideias, futilidades, por vezes, desabafos. Notícias do meu mundo. Ganhou e perdeu páginas, esteve para ser eliminado, mas não foi. Nunca teve muitos seguidores, porém, agradeço àqueles que tenho por se terem afiliado ao meu amiguinho cibernáutico.
Apesar de se ter tornado um pouco de tudo, aviso que não terá nenhum dos meus dramas, nem posts sobre moda ou as desgraças da galinha da vizinha. Terá o que me interessa dizer e, se isso não for suficiente, não me desculpo, não posso fazê-lo, ou estaria a lamentar-me pelo que penso e escrevo. E eu não me lamento pelo que penso e escrevo.