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terça-feira, 19 de março de 2013

430# Crítica Literária: Espelho Quebrado de Brian Keaney - 12#

Livro: Espelho Quebrado
Autor: Brian Keaney
Editora: Edições Gailivro
Sinopse: "Governada pelo tirano Dr. Sigmundus, Gehenna é um país onde as leis devem ser obedecidas sem questionar e onde ninguém pensa por si. Até sonhar é proibido.
A partir do momento em que Dante Cazabon, um órfão sem amigos, descobre o Odílio, uma força com o poder de parar o tempo e de modificar o tecido do universo, ele passa a liderar uma rebelião que o irá conduzir às fronteiras da vida e da morte, assim como ao coração do Mal.
Nas profundezas do Odílio, uma nova espécie de Mal está prestes a nascer: o Espelho Quebrado. E apenas Dante o poderá deter. Mas, para o conseguir, ele irá confrontar-se com uma escolha terrível.
...Dante está a monte, Bea é prisioneira e Ezekiel encontra-se ferido. As coisas não parecem correr nada bem para os Púca...
...E o cenário irá piorar."
Wook 
Opinião: Este é o segundo livro da trilogia "As Promessas do Dr. Sigmundos" e mostra-nos a continuação da aventura de Dante e Bea, ao lado de Ezekiel, após a fuga de Moiteera. Neste volume as personagens mostram-se mais desenvolvidas, tal como a história. O inimigo continua a ser o grande líder, Dr. Sigmundos, mas os Púca - o grupo que luta contra o líder -, vêem-se prontos para combater. Embora essa vontade seja demonstrada, não existem muitos confrontos, a maior parte da acção passa-se no final e a sua descrição feita não me agradou por completo, foi muito directa e, em termos de cenas, curta. Além disso, as explicações finais que surgem no livro pareceram-me um pouco confusas e apressadas, não esquecendo que grande parte dos personagens secundários parecem surgir para encher páginas do livro. Tirando isto, gostei da história em geral e do seu desfecho, embora escrita que, para mim, é demasiado simples me tenha feito torcer o nariz.

Boa semana!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

281# Críitica Literária: Gente Vazia de Brian Keaney - 9#



 Livro: Gente Vazia

Autor: Brian Keany

Editora: 1001 Mundos

Sinopse: "Dante é um moço de cozinha na Ilha de Tarnagar, uma comunidade dominada pelos pensamentos do Dr. Sigmundus. Sonhar fará com que seja internado num asilo e os adultos drogam-se com Icór. Dante vive atormentado com o facto da mãe se ter suicidado, mas quando se torna amigo de Bea, filha de um médico, e do misterioso prisioneiro político Semiramis, descobre uma versão bem diferente dos acontecimentos. Os três fogem através de um mar cheio de perigos e juntam-se à resistência. Drogas, hipnose e o forte poder da pressão do poder dos pares entram em jogo a medida que Dante e Bea lutam para sair de um círculo do Inferno e descobrem que o mundo é uma ilusão. Trata-se de um trabalho de escrita notável, centrando-se na atmosfera e nos sentimentos vividos pelos perturbados protagonistas adolescentes. Embora sendo a primeira parte de uma trilogia, termine e nos deixe a beira de um precipício, Gente Vazia é o tipo de livro que faz valer o peso da Literatura Fantástica."
Wook  

Opinião: Gente Vazia, não é o melhor livro que já li, porém, proporcionou-me um bom tempo nas minhas viagens de metro e autocarro. Li-o em uma semana, como geralmente faço com um livro durante o tempo de aulas.
O que me chamou a atenção, para esta obra, foi a sinopse, pois é cativante, dá a ideia de que vamos entrar numa aventura fantástica. Mas não! Não é exatamente isto que acontece. Damos connosco, na verdade, no início de uma aventura, que pode, ou talvez não, a vir ser fantástica.
Analisando, passo a passo, a sinopse: "Dante é um moço de cozinha na Ilha de Tarnagar, uma comunidade dominada pelos pensamentos do Dr. Sigmundus." Sim. Até aqui está tudo bem, nada de errado nem excessivo.  
"Sonhar fará com que seja internado num asilo e os adultos drogam-se com Icór. Dante vive atormentado com o facto da mãe se ter suicidado, mas quando se torna amigo de Bea, filha de um médico, e do misterioso prisioneiro político Semiramis, descobre uma versão bem diferente dos acontecimentos." Honestamente, gostava que esta ideia de, "sonhar é proibido", fosse mais trabalhada. A obra não oferece uma grande ideia de como é que as pessoas vão parar ao Esilo, como é que sabem que eles ainda sonham e por que é que, os que sonham, agem de modo tão distinto e não conseguem disfarçar. Isto, quando, Dante, conseguiu disfarçar e consegueria por muito mais tempo, se não fosse o seu envolvimento com Bea.
Realmente, o envolvimento com Semiramis altera o curso da vida do Dante, ajudando-o a passar de nada para quase tudo.
"Os três fogem através de um mar cheio de perigos e juntam-se à resistência. Drogas, hipnose e o forte poder da pressão do poder dos pares entram em jogo a medida que Dante e Bea lutam para sair de um círculo do Inferno e descobrem que o mundo é uma ilusão."
Okay, isto é um exagero! Mas é que é um puro exagero. Eles saem de Tarnagar, todavia, não passaram por tantos perigos. Drogas? A única que surge é  Icór e, esta, é administrada a todos os habitantes da cidade, para que sejam mais fáceis de controlar e manipular. Hipnose? Acho que me perdi nesta parte. Juro, não me lembro d eterem falado de hipnose, corrijam-me se estiver errada. Lutam para sair de um círculo de Inferno... --'' Leiam o livro e descubram onde é que esta definição se encaixa, que eu não encontro a resposta. O máximo que poderiam considerar um Inferno, era Tarnagar, mas eles saem dela. Mas vá, eles descobrem o mundo da ilusão. Alguma coisa certa nesta zona da sinopse.
"Trata-se de um trabalho de escrita notável, centrando-se na atmosfera e nos sentimentos vividos pelos perturbados protagonistas adolescentes. Embora sendo a primeira parte de uma trilogia, termine e nos deixe a beira de um precipício, Gente Vazia é o tipo de livro que faz valer o peso da Literatura Fantástica."
Não sei se sou só eu, mas acredito que a frase marcada está a mais, ou mal construída. Não sei, acho que é por não escrever sinopses.
Ultrapassando agora a esta parte, posso dizer que gostei das personagens, não possuem nada de único, que os diferencie, porém, são agradáveis. Foi-me estranho não haver alguém para odiar, ou dizer que é realmente um vilão, que, neste caso, era o Dr. Sigmundos. Contudo, este é passivo, quase inexistente, até o final da história.
O pior ponto deste livro, teve a ver com a tradução. Faltam palavras! Em alguns pontos da história, tive de parar o meu raciocínio, reler e entender que alguma coisa estava mal.
Espero que melhorem este aspeto nas próximas edições. 
Enfim, não se deixem levar de todo pela minha opinião, leiam o livro e decidam por vocês mesmos. 


Boas Leituras.
Nameless