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sábado, 27 de julho de 2013

498# Paranóias da minha mãe...


A minha mãe é uma pessoa muito simpática, contudo, tem as suas paranóias e os seus medos em relação ao que as outras pessoas dizem e pensam. Antes de tomar uma decisão, matuta sempre sobre a reacção dos outros e, somente mais tarde, é que age.
Essa sua pequena faceta, faz com que não seja uma pessoa tão solta quanto gostaria de ser.
Para que compreendam o que digo, hoje a tarde, a minha irmã disse que ia acampar para casa de uma amiga dela, pois um dos seus grandes amigos vem à Portugal e vai ficar na mesma casa para onde ela vai durante uma semana. Desse modo, é possível estarem os três juntos e divertirem-se sem terem de se deslocar de um lado para o outro. A melhor parte disto, é que a casa da amiga da minha irmã fica a vinte minutos da minha, a pé. Todavia, como estava um primo da minha mãe cá em casa, ela ficou aborrecida pois ele poderia comentar que a minha irmã ia para casa de uma amiga acampar com um rapaz.
Mas que raio! Há coisas que nem me passam pela cabeça.
A minha primeira pergunta é: O que é que as outras pessoas têm a haver com a vida da nossa família? Ainda mais no meu bairro, em que que ninguém, mas mesmo ninguém se deveria atrever a falar de quem quer que seja da minha casa, muito menos de mim e das minhas irmãs. Isto, porque, para definir as raparigas daqui há uma simples palavra: quengas. 
É ofensivo? Sim, é. Se deixa de ser verdade... Não, não deixa. Infelizmente, não é.
E, no meio do sermão da minha mãe, eu virei-me para ela e disse: Então, assim sendo, estou lixada, que não me dou com raparigas e, sempre que alguém daqui do bairro me vê a passear ou simplesmente a andar na rua, estou com um rapaz.
E isto é verdade. Creio que já tinha dito que tenho poucas amigas e que, aquelas que tenho, são escolhidas a dedo. Já tive diversas desilusões e cheguei a um ponto em que me vi obrigada a dizer chega.
E eu teria explicado à minha mãe que as pessoas podem falar à vontade, porque é a única coisa que sabem fazer em relação à vida dos outros. E podia ter-lhe explicado que amigos são amigos e que as pessoas nunca verão a diferença entre a amizade entre um homem e uma mulher e um namoro.
E, como ela simplesmente terminou com a conversa sem querer escutar, eu estou mesmo voltada para a ideia de quem nem quer saber do que os outros vão dizer.
Enquanto os meus amigos quiserem andar de mãos dadas no meio da rua, fá-lo-ei de bom grado. Se sentirem vontade de me abraçar e pegar ao colo, não irei dizer não a nada disso. São os meus meninos, pessoas em quem acredito e confiaria a minha vida, se assim fosse necessário. Por isso, se as pessoas do meu bairro, que nem o meu nome sabem e conhecem-me como "a filha de sabe-se lá quem" , quiserem falar sobre mim e a minha vida privada, estão à vontade. E, se sentirem vontade, podem pedir-me pormenores, é que eu adoro quando puxam pela minha arrogância e má educação.

Com a típica impaciência de uma adolescente aborrecida,

Valentina

domingo, 9 de dezembro de 2012

339# Video: O que algumas raparigas deveriam saber - 2#


Adorei este vídeo! É lindo. Diz parte do que penso e, além disso, fez-me sorrir e rir.
A sério, é fantástico ver um rapaz a dizer isto e não uma rapariga. Isto, porque,  se fosse feito por uma rapariga, pareceria mais uma lição de auto-estima e não uma mensagem real, por parte do mundo masculino.
Pessoalmente, não gosto de maquilhagem, nunca gostei. Uso decotes, porém, como tenho o peito grande, nem sempre sinto-me confortável com isso. Gosto de vestidos e não de saias. Sou uma pessoa prática. Calças, ténis e camisolas de malha ou t-shirts e casacos. Não me peçam para pôr em saltos altos, só o faço para festas, não para a escola, nem nada que não seja minimamente importante.
Vá, confesso que estou sempre a roubar casacos, porque os meus não são realmente casacos de Inverno.  O Zic sabe bem que, se ele não estiver a usar o seu casaco eu usa-lo-ei. No entanto, quando me oferecem o casaco, tenho por hábito recusar. Se eu tenho frio, não vou deixar que a outra pessoa também sinta frio. É uma razão lógica.
Não gosto que gastem dinheiro comigo e que não me deixem gastar dinheiro com essa pessoa. Agradeço e acabo por sorrir, contudo, sinto-me realmente mal por ver alguém a dar-me coisas sem aceitar seja o que for como forma de agradecimento. Hum... Indago-me se é aqui que a parte do estar contigo é a melhor coisa que podia ter, não tens de me compensar em nada, entra...
Enfim... Qual é a vossa ideia em relação a este vídeo? Identificam-se com ele ou nem por isso?
E, por amor de Deus, não me venham com comentários parvos de "É gay, os homens gostam de gajas que mostrem o corpo", que eu depois respondo-vos: "Sim, claro, para as chamarem de putas..."

Boa noite, Nameless