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domingo, 31 de março de 2013

448# 100: Inocência - 24#

Nada correu como o planeado. Cheguei ao final da vida e penso em tudo o que deixei para trás.
Como me souberam bem os erros e as viagens reais e utópicas. Não sei se para o túmulo posso levar memórias, já que o que é físico cá fica, mas se for possível, guardarei todas para mim. Isto, porque antes os desejos não faziam parte da minha pessoa e do que eu era. E era fácil quando não tinha nada, porque o nada não pode ser tirado de nós, porém, eu deixei de não querer há já muito tempo, e, consequentemente, passei a pretender tudo. E obtive tudo. Tudo que me completava pelos pequenos prazeres, consoante as grandes vontades.
Agora, que me sinto ir, é que posso concordar e dizer que este é o fim da minha inocência, porque compreendo que, por mais que vivamos, não obtemos a imortalidade.
 Valµntina