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domingo, 4 de novembro de 2012

299# Devaneios - 20#


  Que eu saiba, entre mim mesma, que me vejo humana, mutável e com capacidades de atingir o erro. Entenda eu, comigo mesma, que ainda sou um ser com limites a ultrapassar e a fixar. Entenda eu ainda, comigo mesma e com os outros, que fou falível e, (in)felizmente, extremamente orgulhosa. Que todas as noites, antes de me deitar, compreenda que ainda não encontrei o meu própósito, que a minha marca na vida dos outros não é assim tão grande, é mais diminuta e fácil de apagar. Que recorde também que as minhas palavras são passageiras e não marcantes, como o cântico poético de um filme.
  Penso eu comigo mesma que a minha mente também mente, que ela grita e nada fala! Que eu consiga compreender, ao final de tantos anos de duvidosa existência, que afinal sou um copo com água que, a pouco e pouco, transborda. Eu, tu, vocês, nós! Nós somos copos que transbordam, copos que, depois de vazios,  rolam por uma mesa mais conhecida por vida. E esta vai decidir se rolamos em direção à borda ou se paramos, permanecemos imóveis e silenciosos, num jogo que apenas ela sabe jogar. Se eu soubesse jogar o mesmo jogo, não olharia ser algum com inveja, se tu soubesses jogar não duvidarias dos teus passos, se eles soubessem jogar não receariam uma resposta. Mas como todos nós metemo-nos no jogo sem entender os passos, perdemos. 
  Ela brinca. Ela engana. Ela não chora! Ela, a vida, a mesa, não-quer-saber! Que nos tornemos cacos, que as nossas mentes de espalhem pelo chão imundo que nos espera. Que morramos, não é assim?
  Ai... Que eu saiba entre mim mesma e o meu ser que as horas passam, os desejos mudam e as vontades também. Que saiba para mim de mim que tudo termina. Tudo, menos as palavras. Estas, apenas ajudam ou fazem com que qualquer coisa ganhe o seu final.

Tenham um bom domingo.
Nameless

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

180# Devaneios - 19#


Canso-me de falar-vos sobre a vida, contudo, aprendemos cada vez mais, a cada dia passado. Através de leituras, comentários. Graças ao que vemos ou por músicas cujo significado finalmente entendemos. Embora tudo isto soe importante na minha mente, o que me apoquenta, na realidade, é a forma como crescemos, a realização do desejo de deixarmos de ser crianças. A falta de imaginação que nos corre nas veias, a impaciência que cresce e toma o lugar aos desejos mais doces. Ganhamos medos de engordar, queremos saber, realmente, como é que nos vestimos ou não. Perdemos a credibilidade naquilo que antes tomávamos como certo e passamos a ver seres desconfiados de tudo e todos. Em resumo, deixamos de ser felizes.
O que é realmente importante julgamos que pode ser visto com os olhos e não sentido. Não sabemos dizer se temos amigos, porque somos falsos em demasia. Em crianças não éramos assim. Mentiamos para pregar partidas ou por termos medo. No entanto, até o sentido de humor se vai, porque o Homem, adulto, é uma criatura muito séria. Coberta de números, ideias, julgamentos. Comandado por um relógio, condenado à vidas já existentes.
E triste ver que queremos ser diferentes, todos os dias, mas terminamos as noites tal como estávamos ontem. É absurdo culparmos o destino pela nossa falta de esforço ou pedir a um deus que nos mude a vida se não esforçarmo-nos para isso. No entanto, mais absurdo, é querermos viver como adultos, esquecendo que já fomos crianças e, ao mesmo tempo, olharmos para elas com esperança de que sejam como nós.
Pois bem, meus queridos adultos e pessoas em crescimento, se o vosso modo de vida não vos agrada diariamente, como podem desejar condenar uma criança ao mesmo destino?
Realmente, os adultos são estranhos...

(Pessoalmente, o texto não foi bem conseguido, mas acabei por dizer o que estava a pensar) 

 Sorte nº17, NamelessGirl

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

177# Devaneios - 18#

O  Principezinho, um livro que deve ser lido, pelo menos, quatro vezes na vida: Quando somos crianças, quando somos adolescentes, quando atingimos a fase adulta e na nossa velhice. Porque, desse modo, entenderemos a evolução da nossa mente e o resultado da nossa vivência.

"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

Antoine Saint-Exupéry

Sorte nº17, NamelessGirl

quarta-feira, 28 de março de 2012

113# Devaneios - 17#

Sonho demasiado ou estou habituada a ver os outros a sonhar muito pouco?

Sorte nº17, NamelessGirl


sexta-feira, 9 de março de 2012

101# Devaneios - 17#

LOOK LIKE A GIRL 
ACT LIKE A LADY
THINK LIKE A MAN 
WORK LIKE A BOSS


Sorte nº17, NamelessGirl



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

75# Devaneios - 14#

Olá!
E vem aí a semana de testes. Pergunto-me então:
Resumos feitos? Não.
Matéria sabida? Mais ou menos, porém, não o suficiente para fazer um teste e ter, no mínimo, um 15.
Com paciência ou vontade de estudar? Não me parece, pelo menos não hoje...^
No entanto:
Com vontade de escrever? Sim.
Quero ler? Sim, imenso.
Desenhar? Também.
Dormir? SIM!!!!


Sorte nº17, NamelessGirl


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

62# Devaneios - 13#



"O amor é como a criança: deseja tudo o que vê."

William Shakespeare





Sorte nº17, NamelessGirl

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

57# Devaneios - 12#













 Adoro a unicidade. Por mais comum que seja, admiro o facto de cada ser ser único, de ter crenças pessoais e de confiar naquilo que mais lhe dá firmeza.
Eu não acredito em muito, mas aquilo em que acredito faz-me feliz.
Possuo cinco pilares: LER, ESCREVER, AMARMÚSICA E EU MESMA. Estes pilares são o me mantêm fixa ao que sou e que se expandem para que eu me aproxime de tudo o resto. 
Se me perguntarem por Deus, direi que não acredito e que não sou menos por isso.
Podem contestar, espernear, questionar-me, mas a minha resposta será a mesma, acredito em mim mesma. Acredito que posso ser independente e vitoriosa se me empenhar em algo e a não ter dúvidas de que consigo fazê-lo.
No vídeo que tenho neste post, alguns acreditam em chocolate, em bolos da sorte ou nas próprias mães, porque estas pessoas ou coisas, são o que lhes fazem felizes, são o que lhes dá mais confiança.
Devemos tentar demovê-las por isso? Devemos implantar em todos a mesma fé e as mesmas convicções?
Pessoalmente, acho que não, pois o mundo está dividido há muito tempo e, se for para viver num mundo dividido, que vivamos felizes, calmos e seguros do que somos e de que amanhã o dia será melhor.
Resumindo o que quero dizer: Seja lá no que for que acredites, mantém-te fiel a isso e não te arrependas, porque no final, essa crença faz de ti quem és.


Sorte nº17, NamelessGirl

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

53# - Devaneios 11#

Entre os meus devaneios e pesquisas de músicas na internet fui dar com este vídeo, sem saber como.
O futuro da publicação.
Adorei.

Sorte nº 17, NamelessGirl

52# Devaneios - 10#

Como podem ver o blog está novamente diferente, porém, tive de o mudar, pois estava a causar alguns problemas ao iniciar.

O mau desta máscara é que não dá para colocar a minha música, mas enfim, prefiro que ele funcione bem.

O final do ano vem aí e, como é tradição minha, faço sempre uma reflexão pessoal sobre o meu ano, por isso, aqui vai:

Janeiro

Ainda no décimo ano com os novos colegas e os velhos inimigos. Fresca em Línguas e Humanidades, porque tinha saído de Ciências e Tecnologias.
Foi engraçado andar por aí a explicar o porquê da mudança.

* Não gostei.

* É tudo muito certo, nada é vago, ou seja, é tudo muito pouco humano e eu não gosto de coisas onde a suposição não é válida.

* Se continuasse naquela turma ou matava alguém ou matava alguém.

Os fatores são imensos e infindáveis, mas fiquemo-nos por estes.
Os dramas, as confusões, a criancice que nunca mais mantiveram-se, as viagens de turma e as visitas de estudo também, não foi nada de novo para a minha existência.



Fevereiro  Março  Abril

O tempo passou de rajada, mal me recordo do que é que fiz nestes três meses. Todavia, posso afirmar com toda a certeza de que foram tempos de grandes desilusões, onde eu e alguns dos meus amigos sentimo-nos apunhalados pelas costas. Isto, porque todos os anos fazemos peças de teatro ou apresentações de dança e no ano letivo passado nada disto aconteceu, pois o nosso personagem principal da peça decidiu sair e levou algumas toscas apaixonadas com ele, para criarem o seu próprio grupo, que nem chegou a existir.
Ou seja, para além de nos prejudicarem, perderam a confiança de imensa gente, o que é sinceramente triste.

Maio

Já me cheirava a verão nessa altura. As aulas já me passavam ao lado e a única coisa que queria era um bocado de sol, praia e gelados.
Recebi e fiz testes, que correram lindamente. Senti-me mais feliz do que nunca e fiz planos que se concretizaram neste ano letivo.


Junho Julho

Vento, chuva e nada de praia. Bosta!
Este ano foi o que mais me aborreceu, frustrou, sem dúvida alguma. Esperei seis meses para o verão e ele apareceu-me com um tem,po de fazer fugir.
Conclusão: Sem nada para fazer, com o meu irmão e a minha cunhada a trabalhar, fui tomar conta do meu sobrinho e da cadela. Pelo menos pude escrever, inventar coreografias e assentar as ideias para o futuro – nem me recordo que eideias eram essas, porém, recordo-me de ter pensado nelas.

Agosto

Um pouco de sol e menos vento, mas nada de praia.
Pela primeira vez em quatro anos passei as minhas férias longe do meu paraíso.
Por outro lado, estive com as minhas amigas, que não via há muito tempo, festejei o meu aniversário com ela – o meu bolo foi um gelado enorme e a minha vela uma colher… :D
Passei muito tempo ao sol e, sinceramente, conclui que aquele verão em que pouco tinha feito, saído ou stressado, havia sido o melhor de todos até o momento.

Setembro Outubro

Novo ano letivo…Aulas… compras de matérias… notas… professores… colegas… estudar…arranjar vontade para estudar… não estudar… fingir que estudo… esquecer que tenho testes…trabalhos…mais trabalho… outro trabalho… matem-me… quero dormir… Testes… Escola outra vez… Hu, uma festa de aniversário. Não posso ir, tenho testes e trabalhos para fazer…
 Meses infernais! Ser estudante é do pior que há. Entulham-nos de trabalhos, provas escritas. Fazemos de tudo e no final recebemos uma nota miserável, porque os professores são estagiários ou novos e não nos conhecem. Uau… Brilhante.
O que valeu em Outubro foram as temperatural altas que me fizeram sentir mais animada para ir para a escola. Obrigado aquecimento global por teres alegrado o meu mês.


Novembro

A preocupação com as notas, médias, a última oportunidade para subi-las...
Ai... Ai... Os suspiros que lancei neste maldito mês, totalmente reservado para as aulas, onde o desejo de por desnsaço por enorme.
No entanto, apesar de todas as queixas, valeu a pena, embora a minha média não tenha sido muit alta, 15, 3 valores...


Dezembro

Este mês foi o mais desequilibrado de todos. Num momento estava no topo do mundo e no outro estava a ser esmagada...
Entendi, mais uma vez, que as desilusões podem vir por parte de qualquer pessoa e que, por isso, não devo elevar tanto a fasquia quando vejo alguém como um exemplo a segir num determinado ponto da minha vida., Por outro lado, reconvenci-me de que não vale a pena desistir de nada, porque se queremos terminá-la, devemos fazê-lo, com ou sem ajuda e que nunca nos devemos perder dentro das ideias dos outros e esquecer as nossas.
Do que me recordo num resumo rápido, esta foi a minha vida, cheia de vaivéns e pormenores escondidos, porque não vou falar delas.

Conclusão a que chego: Tenho de me organizar melhor, começar a ler um bocado menos quando tenho testes, a confiar nas pessoas certas – o problema é que desconheço a definição de pessoa certa.
E tenho de crescer mais devagar, pensar com mais clareza e ter menos medo de arriscar.
Deixar as amarguras para trás e entrar em 2012 não com o pé direito, mas com uma mente cheia de ideias que me podem ajudar em qualquer momento.


Feliz Ano Novo!



Sorte nº17, NamelessGirl


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

44# Pessoas


Em ruas de Lisboa, depois de ter sido arrancada da cama, arrastada para um autocarro, dois metros, escadas rolantes e empurrada pelo “El Corte Inglés” de S. Sebastião, apercebi-me mais do que nunca que não suporto pessoas. Contudo, juro que tento.
Não me mostro mal disposta, mal encarada, até sou uma pessoa sorridente, todavia, não suporto que me olhem de lado, que analisem a minha roupa de cima à baixo e que me comparem com quem eu não me pareço. E muito menos que interrompam uma conversa minha para se atirarem a um(a) amigo(a) meu(minha) ou para me lançarem uma piropo ridículo e irritante.
Tento, todavia, não me é possível compreender o que se passa pela mente dos outros, porque não gosto de fazer julgamentos quanto ao que alguém é. Desconheço a sua vida, a sua personalidade, muitíssimas vezes nem sei o seu nome, nem imagino e, se tentar adivinhar, provavelmente ficarei longe da resposta correta.
Se ignoro tanta coisa sobre a pessoa, mesmo que pareçam banalidades, que direito tenho de aborrecê-la com os meus olhares e comentários? Se sei que é de mau tom interromper a conversa de alguém, porquê fazê-lo e, ainda por cima, ser mal-educada para com as pessoas em redor.
Por mais pequeno e inconsistente que pareça o meu incómodo, os aspetos que mencionei são chatos! Dão-me vontade de bater em alguém e é por isso que, por vezes, desejo encontrar uma lamparina mágica e pedir ao meu pequeno génio que as chapadas não doam, só para o caso de me apetecer atacar alguém.

Sorte nº 17, NamelessGirl



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

43# Trauma 1#


Hoje definiram-me como uma rapariga negativa. No entanto, não pude discordar mais, porque eu não sou negativista, sou realista. Sei ver o certo e errado na minha vida, o que me faz bem e o que me faz mal.
Principalmente agora, que sou mais crescida e que posso pensar por mim mesma e analisar toda a minha vida até ao momento. Consigo entender que a cada momento que era magoada, ia criando camadas que me protegessem para o resto dos meus dias, a minha personalidade ia-se tornando mais rude e eu, automaticamente, não conseguia ser tão “doce” como era quando era pequena.
Estupidamente, a culpa não era minha, ou melhor, era, pois nasci gorda e, em criança, continuei a ser gorda, porque nunca não me importei nem hoje me importo em ser um estereótipo e porque nunca gostei de chatear os meus pais com pequenas coisas como: Os meus colegas gozam comigo ou que outra coisa qualquer aconteceu, principalmente e entendendo que já vivi problemas maiores do que aqueles.
Hoje, sem qualquer dúvida, tenho a certeza de uma coisa, o meu passado traumatizou-me, a minha psicóloga – que apenas vi seis vezes na vida ou quase, quando tinha seis anos ou sete –, disse o mesmo. E isso magoa, porque, supostamente, a infância deveria estar carregada de boas memórias. Porém, as pessoas que nos rodeiam são simpáticas o suficiente para não permitir tal coisa e não querem saber, pois uma gargalhada momentânea sabe bem melhor do que a marca que fica gravada noutra pessoa para sempre.
Não exagero, de modo algum, os resultados vêem-se atualmente. Jovens de se suicidam, genocídios por parte de alunos fartos de tratamento que lhes é dado por parte de colegas. Pessoas que se escondem por detrás da comida e outras que deixam de comer, para se encaixarem em moldes para os quais não foram feitos. Ou seja, são pequenas peças de um puzzle que no final ao serem juntas, terão uma única palavra: Trauma.
Recentemente, ouvi dizer que o trauma existe para que não deixemos que determinados acontecimentos se repitam connosco. Em parte, concordo, todavia, o trauma limita-nos, pelo menos limita-me, proibi-me de imensa coisa, de modo instintivo e exaustivo.


Sorte nº 17, NamelessGirl


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

28# Devaneios - 6#


Cada coração bate a à sua velocidade, prazer e vontade.
Cada ser respira consoante o ar que tem e a liberdade que sente.
Pois cada instrumento toca, individualmente a mesma melodia de modo diferente, com uma sensação distinta àquela que escutamos e entendemos.
Cada ser é cada ser e o não ser de cada ser, impede-o de ser o que não, pois desse modo, o não ser nunca será.

Sorte nº 17, NamelessGirl

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

26# - Devaneios 5#



A vergonha é um dos grandes males do Homem, contudo, façamos o que fizermos, as pessoas falarão, comentarão e apontar-nos-ão os seus finos dedos. Já que o farão, dá-lhes um bom motivo, sê quem és…

Sorte nº 17, NamelessGirl

domingo, 27 de novembro de 2011

16# - Um pouco de tudo - 1#


Mesmo que não tenha quem aposte em mim, continuarei a escrever os meus sonhos, porque desse modo, tenho a certeza que faço mais do que viver...

Sorte nº 17, NamelessGirl



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

8# Devaneios - 4#


Mata-me!
Leva-me, mas não me prendas. Não arruínes os meus sonhos, não me faças sentir o que não sou nem quero ser!
Identifica-me, conhece-me e deixa-me, porque, para ser quem quero, acho que tenho de sofrer...
Aleita a minha insanidade, faz parte do mundo que abandonei e perde-te no que costumava ser o meu íntimo racional.
Não posso controlar nada, nem a mim mesma, nem a minha respiração e muito menos os teus sentimentos. No entanto, por ti, faria tudo, daria, tudo, apenas para que não me quisesses levar, para que não me fosses nada!
Ah… Suspiro e respiro.
O meu corpo cai, derrete-se e deixa de existir.
Sem consciência dos meus actos, sorrio e esqueço-te. Forço-te a soltar-me e a deixar-me viver do outro lado da vida, numa dimensão enraivecida que me acalma e não nos deixa recuar nem ser menos do que sou!
Perco-me… Finalmente perco-me de ti, por ti, para ti.
   

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

5# Devaneios: Amigos - 2#


Fazes-me saltar e sorrir. Nunca pensei que fosses tu a realizar tal coisa…
Recordo-me bem da primeira vez que te vi, eu envergava um vestido castanho com flores brancas? Acho que sim, já não sei ao certo. Tu estavas sentado na primeira fila, terceira carteira e eu, por estar atrasada, sentei-me logo ao teu lado apressada e envergonhada, conseguia sentir os olhos das pessoas sobre mim… O que é realmente arrepiante.
Pelo canto do olho, conseguia ver o teu sorriso, que me fazia sorrir, muito discretamente. As tuas palavras eram quase ridículas, ou mesmo ridículas, porém, engraçadas.
No dia seguinte, sentei-me novamente ao teu lado, no entanto, não te dirigi a palavra, tu é que o fizeste, muito cuidadosamente, pois tinhas medo que eu me chateasse ou não te respondesse. A minha voz soltou-se baixa e calma, acredito que te espantaste ela. Porquê? Não sei, mas colocaste um ar de quem ouvia algo… estranhamente diferente.
A partir desse dia, fomo-nos falando aos poucos até nos tornarmos amigos… GRANDES AMIGOS!!
Que saudades (tuas)!
Este ano sento-me ao lado de outro colega. Fala tanto quanto tu, também tem um sorriso contagiante contudo, não és tu… e esse é o grande mal dos amigos. São insubstituíveis.

Sorte nº 17 meu saudoso amigo, NamelessGirl



domingo, 6 de novembro de 2011

2# Devaneios: Roupa - 1#

A roupa é um emblema, uma marca, porém, não é o que somos.
Os nossos cortes diferem, as cores chocam e repetem-se, como as nossas acções. Os calçados que compramos e cobiçamos são desconfortáveis e/ou caros.
A roupa é um protector. É verdade! E não falo da sua qualidade.
Se repararmos, e pensarmos bem no assunto, conseguiremos verificar que se envergarmos algo belo, engraçado e que nos assenta bem, não somos vítimas de olhares loucos e de narizes torcidos, como se alguma coisa cheirasse mal. Estas pequenas peças de tecidos são amuletos para mantermos a nossa auto-estima, para não nos sentirmos desconfortáveis por não estar na moda. Embora muitos digam que nós é que criamos a moda, que nós é que somos a moda. O problema, que não é bem um problema, é que não somos autênticos. Ser uma cópia de outra cópia, é que é interessa, é genuíno. Engraçado não? Genuíno? Não. Todavia, muitos pensam desse modo, mesmo sem o saberem. Para mim, NamelessGirl, roupa é só tecido, é algo que usamos para cobrir o corpo e que acabará, eventualmente, no lixo.
Se o ciclo é esse, compra – uso – lixo, por que é que me devo importar tanto? Deveria fazê-lo? A resposta é relativa, pois cada um sabe de si.
Para mim a resposta é não, pois, sabendo quem sou realmente e que sou capaz de me sentir bem comigo mesma, não são algumas peças de roupa que me baixarão a auto-estima ou que me farão sentir mal devido a alguns comentários jocosos.

Sorte nº 17, NamelssGirl