sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

355# Mais cinco anos?


E daqui a cinco anos? Onde e como vou estar?
Não sou muito de pensar nisso, mas, essa coisa do fim do mundo, não me colocou a pensar no que sou agora, não, meteu-me a pensar no que vou ser amanhã. Agora, sou uma bela acumulação de erros e desejos. Nada mais. Nada de concreto. Mas, futuramente, quero ser mais.
Supostamente, daqui a cinco anos, terei vinte e três anos. Terei terminado o curso com vinte e um e, supostamente, terei um emprego na área Editorial, ou não. Espero estar a pensar em comprar a minha casa e estar a tirar a carta de condução - algo que não me faz falta agora. Além disso, quero estar feliz comigo mesma, orgulhosa do que serei. Espero ter viajado um pouco, desejo que tenha, na minha mente, implantada a ideia de que tenho de pensar um pouco mais em mim - e não, não estou a ser egoísta.
Livros... Quero ter alguns terminados. Talvez editados, pois gostaria de saber a opinião dos outros sobre o meu trabalho.
Curso de costura... sim... Fazer muito teatro... sim... escrever várias peças... sim... cumprir as minhas promessas, de curto e longo prazo... sim... Concretizar isto tudo... Convém
=D Mas, vindo de mim, sei bem que sou capaz de fazer o que aqui escrevo.
Oh... Já agora, sei que, para alguns, é um grande incómodo, mas continuamos todos vivos. 

Carregando dúvidas, mas seguindo sempre em frente, Nameless

PS: Sou a única que se está a passar com a publicidade toda que surge nas páginas da internet?



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

354# Dinheiro


Preciso de poupar dinheiro, mas não sei como fazê-lo. Tenho imensas coisas que quero comprar e que poderia comprar, se tivesse uma forma eficiente de guardar dinheiro. Já tive vários tipos de mealheiros, já pedi que mos guardassem, para que não os abrisse, já experimentei n coisas e nada funcionou. Ou gasto o dinheiro em comida, ou com os outros. Não me importo de o fazer, mas bem que podia ser uma pessoa mais poupada.
Por acaso não há aí ninguém com uma solução para este meu probleminha?
Já agora, alguém sabe onde é que se compram aqueles mealheiros que, para abrir, é necessário partir?


O resto de um bom dia, Nameless

353# 100: Segurança Primeiro - 20#


Puxou-me pelo braço. Tinha um ar preocupado e os olhos muito abertos. Estava com medo. Não sabia de quê. Ela não me contava nada. Acho, sinceramente, que a única coisa que me tinha contado com grande verdade durante toda a sua vida, foi que o meu pai era um filho da mãe que bem mereceu morrer, atropelado por um carro, à porta de casa. Ela confessou que não chorou. Ele batia-lhe e, mais tarde ou mais cedo, ele acabaria por findar, provavelmente, pelas mãos da minha mãe. Com isso, já sabia que não temia o meu pai, era outra pessoa. Algum dos seus clientes? Era era relações públicas, passava muito tempo ao telefone e recebia imensas cartas. Algumas, nem abria, queimava, para que eu não pudesse ler.
Parámos de andar, ela fitou-me e afastou-me o cabelo da cara. Começava a sentir o seu medo na minha pele. Abriu a porta do armário e pediu-me que entrasse. Chiu... disse-me com o dedo em frente aos labios. Fechou a porta do armário e afastou-se. Escutei-lhe os passos e, depois, muito depois, um tiro.
A porta de casa basteu e o silêncio foi tomado pela minha respiração, que já nem se conseguia cortar.

 Nameless

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

352# 100: Escuridão - 19#


Escutava cada bater de asas. Sentia-os a rodar e pousar sobre mim, como o lenço que caia sobre os meus olhos.
Não entendia os meus passos, contudo, tinha a certeza de que estavas ali, perto de mim. Só não falavas. Por que é que não falavas? Sabias que te procurava e que, sem ajuda, não te podia encontrar. Caminhei. Passo após tropeço, após queda. De lágrimas a dor. De negrume a negrume.
Todos os meus sentidos diziam que estavas por perto. Bastava-me tocar-te. Estiquei uma das mãos e travei, senti que o teu corpo desvanecia, carregado pelo vento. Soube então que não me querias, que de nada tinha valido a viagem, que tudo era um jogo. O teu jogo.
Voltei o rosto para os céus. Não sabia dizer que horas o sol marcava, ou onde estava a estrela polar, afinal, era sempre tudo igual. Tudo muito negro.
Sentei-me e encolhi-me sobre mim mesma, sem esperanças que regressasses e de voltar a ver o teu rosto. Afinal, não via. Era cega. E tu, eras o culpado da minha maldição.


Interrogo-me sobre o fim do mundo e sobre os vossos pensamentos.
Nameless

351# Outros Pensamentos: Futuro - 23#

 A esta hora deveria estar na universidade. Com dores de cabeça, completamente perdida de tantos trabalhos mandados e etc. Mas não estou. Estou no 12º de Línguas e Humanidades, pois perdi um ano ao mudar de área.
Estive em ciências durante um ano e não me arrependo minimamente de o ter feito. Diverti-me imenso, conheci pessoas que, provavelmente, não teria conhecido caso tivesse ido logo para LH e, duas delas, são hoje bastante especiais para mim. Ainda há uma terceira, mas esta tem vindo a mostrar-se... um pouco mentirosa. Demasiado falsa para o meu gosto. Logo, estou a ver que a nossa amizade, ou o que resta dela, vai ficar presa por um fio. Melhor dizendo, por uma pessoa.
Embora pudesse ver este meu atraso como algo mau, não consigo, porque, afinal, fiquei com mais um ano para saber o que é que quero fazer da minha vida. Já que temos de escolher uma profissão para o resto da nossa vida, ou uma área que nos leve a várias profissões, passei muito tempo a pensar no que é que gostaria realmente de fazer. Entendi então, para comigo mesma, que adoro livros e crianças. Como juntar os dois? Não sei, ainda não pensei nisso. No entanto, cheguei a uma conclusão, duas, por acaso: a) Adoraria passar os meus dias a editar livros e a concretizar alguns sonhos. Ser editora de livros para mim, seria fantástico. b) Gostaria de ser educadora de infância ou professora primária.
Sei bem que ambas as áreas, em termos de oferta de emprego, são complicadas, mas, honestamente, não vou olhar para o que me pode impedir, vou olhar para o que quero. E fazê-lo.
Os meus pais bem me dizem que tenho de ter noção do curso que vou tirar, pois tenho de ter a certeza de que vou ter emprego assim que terminar o curso, para não ficar como uns tantos, sem emprego. Sinceramente, cansa um pouco ouvir isto todos os dias, pois sei que eles preferiam saber que eu estava em ciências, a jogar pelo seguro, do que em Línguas, onde estou quase que condenada. Eu lá insisto que escolherei bem o meu futuro. Bem... já está escolhido, eles é que não sabem. Não sabem porque, aos quinze anos, cansei-me de viver pelos outros, comecei a viver por mim. Não ia estudar algo que odiava para agradar os meus pais. Não ia aturar uma turma de merda durante três anos para chegar ao final do décimo segundo e entender que era infeliz. Talvez até valesse a pena, contudo, neste momento, estar em Humanidades vale mais do que qualquer emprego na área das ciências. Que dizer? Estou feliz onde estou. E isso basta-me para olhar para trás e entender que tomei a decisão certa.
Quando terminar o décimo segundo e lhes disser que quero seguir Línguas e Estudos Editoriais, eles vão torcer o nariz e perguntar que raio é que vou fazer com isso. Acho que a minha resposta vai ser qualquer coisa como: Vou fazer o que quero.
Suficiente? Não, sei disso, todavia, isso não me importa. Não por enquanto.


Metafísica = Para além da realidade física.
Logo, vivam para além do que vos é conhecido, sem desistências. 
Com amor, Nameless

350# 100: Luz - 18#

Rodopiaram-te pela mão e caíram sobre a mesa. Sempre em movimento. Como se estivessem ligadas à alguma coisa, ou melhor, à ti.
Segui cada gesto teu, ouvi cada respiração e deixei-me impressionar, até ficar, literalmente, de boca aberta. Eras mágico. Sabia que não gostavas desta palavra, pois os mágicos são enganadores e, ali, sobre as tuas luzes, os círculos, ondulações, fios, imagens, cenários criados, não havia enganos. Somente o teu talento. A tua habilidade tão mal encarada.
Levei às minhas mãos às tuas e cobri-as, senti algumas piacadas nas palmas das mãos e torci o nariz. Quiseste afastar-te, mas agarrei-te com força. Não ias fugir.
Fitando os nososs dedos entrelaçados, sorri ao ver-nos brilhar com a tua luz.
Não eras um monstro como tinhas dito. Na verdade, naquele momento, julguei-te um anjo.


És linda(o), importante e fantástica(o). Nunca penses o contrário. 
Com amor, 
 Nameless

349# Um Dia - 2#


Um dia caminherei sem destino. Apenas porque este é o mais comum dos sonhos do Homem.

Sigam sem medos, Nameless

348# Outros Pensamentos - 22#



Quero que me digas o que te vai pela mente. Sem mentiras. Consegues?

Curiosamente, Nameless