quinta-feira, 28 de março de 2013

443# Casacos e Cigarros



Não, obrigada, mas prefiro um casaco, aquece mais e aposto que sabe melhor. Também me cobre de fragâncias, talvez a mesma que a do teu cigarro, só que, assim, não me sabe tão mal, não é tão forte. Também dispenso o teu fumo, embora adore as ondulações que cria no ar, escapando da minha visão, para fora do meu campo de vivência. Se ao menos esse assassino de prazer momentâneo não levasse a um fim tão azedo quanto aos que conheço e já vi crescer... se ao menos... mas leva! e eu não quero a mesma solidão que te acompanha quando enches o teu peito de veneno, que se espalha e gera uma estranha calmia que te faz pedir por mais. 
Acho que ainda não compreendeste, mas não te quero ver morrer, nem quero provar do mesmo erro que tu. Nunca o fiz, não é agora que o vou fazer. Já tu, nunca paraste e deverias estagnar esse vício, deixá-lo morrer enquanto é hora, enquanto podes, enquanto vives. Por isso, por favor, agarra num casaco, aconchega-te nele e deixa-te levar pelos cheiros que nele se prenderam e não pelos que nele podes colocar. Se vires fios de fumo, segue-os com o olhar, não os cuspas para o lado, para que se varram de ti, deixando um pouco de si. E, desse modo, afasta-te, olha para tudo de longe e segue o teu caminho, verás então que até pareces ser uma pessoa melhor.

Com amor,


Valµntina



442# Ler: Livros - 7#

"O Homem que não lê, não possui vantagem alguma sobre o Homem que não sabe ler."__ Mark Twain

Cada Homem tem a sua salvação, o seu porto de abrigo, o seu canto onde ficar quando não tem lado algum para onde ir. Eu tenho os livros. É complicado explicar, principalmente para quem não lê, mas ter um livro na mão acalma-me. Apertá-lo contra o corpo, sentir o seu cheiro, principalmente quando o compro velho, tentanto adivinhar por onde andou. Podem não entender, contudo, um livro tem mais do que uma vida, tem a nossa vida, tema  vida de quem já o possuiu e, ainda, a vida daqueles que lhe chamarão de "meu".
Digo que cada Homem tem a sua salvação, porque os livros foram a minha, foram o que me levaram a viver mais, a sorrir mais, a olhar para o mundo de outra maneira, pois uma obra não é apenas uma história imaginada ou vivida, são a utopia, os desejos e as ideias de uma pessoa, aquilo que lhe passa pela mente, o sofrimento, por vezes, inacabado e, quem sabe, o motivo da sua morte ou a data de uma partida permanente. Um livro é a tranformação de frases comuns e inférteis em materias complexas que nos toldam o juízo e torcem o ámago, é um estranho que nos conhece. E pode ser usado para tanta coisa! Para ler, para livrar do calor, para pousar a cabeça, para endireitar uma mesa, para companhia, para fuga, para conhecer sensações, estimular a mente... 
É sério quando afirmo que causa-se confusão, que admira-me ver pessoas sem livros, sem palavras de outros. Principalmente sabendo que, no final da vida, acabamos todos por ser um pouco de toda a gente.

Nameless

quarta-feira, 27 de março de 2013

441# So that's a Hipster...

E como a minha irmã mais velha anda numa de ser hipster, eu, muito ignorante, fui fazer uma pequena pesquisa sobre o assunto.
Ao que parece o movimento Hipster, ou a ideia de se ser Hispter, surgiu algures pelo ano de 2000, para definir um grupo de pessoas entre os 15 e os 20 ou 25 anos que possuía um estilo único e/ou a ideia de (re)inventar uma nova forma de estar na sociedade. 
As pessoas aderentes a este estilo são caracterizadas por misturarem os estilos vintage com peças de roupa moderdas, usando também acessórios antigos, como chapéus, óculos escuros, calças axadrezadas - típicas dos cantores de jazz ou dos hips (pessoas de etnia branca que imitavam o estilo dos cantores negros de jazz).
Quanto aos seus gostos de espaço e música, preferem bares, onde possam socializar, museus e gostam de rock alternativo e Bob Dylan.
Basicamente, pelas pesquisas que fiz, isto é ser-se Hispter. Na minha opinião, é somente mais uma forma de expressão visual, onde as pessoas envergam o que querem, quando querem, sem dar qualquer tipo de explicação a quem quer que seja, ou então, pode também ser uma forma de  demonstrar o lado mais desleixado e preguiçoso da vida. Mas enfim, lá está, não há certezas, depende de cada um e não é nada que me chame a atenção. 

Tenham o resto de um bom dia, 

Nameless

440# Outros Pensamentos: Um voto de confiança - 23#


Não é confiar em demasia, não é oferecer um braço, quando, na verdade, deveria dar somente um dedo, é ter a capacidade de acreditar que as coisas podem acontecer com qualquer pessoa e que todos somos capazes de fazer algo para sermos melhores do que ontem, ou hoje mesmo. Não sei bem, mas acho que, por saber o que é não acreditar em mim mesma, que gosto de fazer com que os outros se sintam capazes, poderosos e fiéis ao que são, sem quaisquer medos ou receios de falhar. 
Já me disseram que me atiro de cabeça, que não penso bem no que faço quando dou um voto de confiança e que isso me pode custar caro. Já me custou caro, porém, se vir isto isto simplesente como um erro, terei de entender que eu mesma sou um erro, que todos os que ajudei são uma falha. Não sou nenhuma tábua de salvação, reconheço isso, todavia, se tenho em mim a capacidade de ajudar, sou algo válido, talvez com um ser com um propósito.

domingo, 24 de março de 2013

439# Escola: Avaliações - 12#

 E as minhas classificações já saíram!
As notas foram as esperadas e, conhecendo o meu desempenho, não posso relcamar muito. 
Português: 140
História: 140
Inglês: 160
Psicologia: 160
Educação Física: 140
Média actual dos dois trimestres: 143 valores.
Está baixa...
Tenho de subir dois valores a cada disciplina para conseguir amenizar a média do 10º ano.
Mais uma vez, a ver como corre. 

Boa semana!
Boas férias, para quem as tem. 


Nameless

438# Sentimentos: Remorsos - 4#

 Não sou de remorsos, mas a minha irmã conseguiu fazer com que me arrependesse de não ter ido à Viagem de Finalista... 
Yah... Obrigada...

437# Saudades: Cabelo natural - 4#


E é por saudades do meu cabelo natural que o vou deixar crescer...

Nameless

436# Resoluções de Ano Novo: Estado - 4#

Do início do ano para cá, depois de muito pensar, concluí que a vida é mais simples do que realmente pensava. Entendi, de uma vez por todas, que não é possível agradar toda a gente e que vamos sempre desiludir alguém, por vezes, permanentemente. Medi então as minhas prioridades, decidi que devo seguir-me pelo que quero e que não me devo deixar levar pelo que é certo, porém, ao mesmo tempo, seguir-me pelos erros e cagar nos remorosos. Criar memórias.
Tomei a decisão ter as unhas mais curtas, contudo, sempre sem as pintar. Comecei a fazer compras e olhar-me mais ao espelho, todavia, não sou mais vaidosa por isso. Comecei a cuidar dos meus lábios, deixei de comer fast-food  e tornei-me mais preguiçosa. Fiz novos amigos e neguei outros que há muito me incomodavam, como uma pedra no sapato. Mudei um pouco as minhas atitudes, no entanto, mantive a pessoa que sou. Segundo alguns, estou mais humana, estou diferente. Discordo, estou igual, apenas mostro mais o que sou do que antes.
Larguei então as calças, decidi juntar dinheiro, se bem que falhei um pouco nisto, e sorrir um pouco mais. Mudei de penteado, fiz algo que nunca havia feito e vi-me a desejar mais do que antes, qualquer coisa, qualquer pessoa, o nada e o tudo. No entanto, uma das decisões mais importantes que tomeu, foi a de deixei de fazer Teatro. É uma arte, é algo que adoro, porém, gosto mais de escrever e de ver do que estar em palco a representar. E preciso de me afastar um pouco do mundo do espectáculo. Porquê Apetece-me, apenas isso. Logo, não, não vou aos ETE'S. Vou ficar por terra, contudo, fico bem.