sexta-feira, 29 de março de 2013

446# Desenhar

Esboço do desenho de hoje.

Já gostei mais de desenhar, de tentar criar qualquer coisa ou recriar uma imagem ou figura que havia visto, ou que estava mesmo a minha frente. No entanto, já lá vai muito tempo desde que este gosto era realmente algo que me fascinava. Aos poucos, fui trocando este hobby por outros com tanta ou mais importância.
O desenho quase feito.
 Hoje, por acaso, deu-me para desenhar, para tirar a ferrugem dos dedos e entender para comigo mesma que estou a perder o jeito, que deixei de ter a percepção e que demoro mais tempo a compreender por onde é que devo começar, como é que se desenha o quê e o que é que não se deve fazer. Dei comigo então a desenhar uma boca torta, olhos não uniformes e sem qualquer expressão. Simplesmente vazios.
Produto final.
E olho para este desenho e digo que nem parece meu. Não sou artista alguma, não tenho qualquer talento, mas confesso que já fiz melhor, porque fui praticando. Até chateia um pouco ver que aquilo que antes me deu trabalho está a regredir. O que me leva a entender que tenho de recorçar a desenhar.


Este desenho, para além do que coloquei anteriormente, foi o último que fiz, há  já sete, oito meses, se não estou em erro. Fi-lo a olhar para outra imagem que achei na net, também serviu para desenferrujar.
E então, o que acham das minhas "obras-primas"?
Tenham um bom fim-de-semana!

Valµntina

445# A tua mãe é corajosa


Acho uma piada imensa a forma como as pessoas reagem quando digo que tenho quatro irmãos. Deixam-se ficar de boca aberta e pedem quase sempre que repita o número de filhos que a minha mãe teve. Acabo sempre por me rir, embora esteja habituada ao espanto alheio. Para mim ter dois irmãos mais velhos e dois irmãos mais novos é completamente normal, há quem tenha mais, muitos mais. Crescemos todos juntos, demos todas as dores de cabeça que foram possíveis dar e, quando cremos que não é possível fazer mais nada, um de nós inventa qualquer coisa para deitar o céu à terra. Felizmente, para a sorte dos meus pais, somos todos calminhos, dependendo dos dias, respeitadores, gente muito alegre e bons alunos, para terem noção, eu, uma aluna de 14 e 16 sou a pior aluna daqui de casa, ^.^'' o que faz com que o meu pai fique mais do que aborrecido comigo.
Mas tenho de admitir, que eu não fosse quem sou e se conhecesse alguém com quatro irmãos, tendo todos uma pequena diferença de idade, também ficaria admirada e diria a mais famosa frase que oiço: "A tua mãe é corajosa."
E sim, é, tal como o  meu pai, o super-herói daqui de casa, o homem que mais adoro neste mundo.

Tenham uma boa Páscoa, 

Valµntina

444# Por agora, sim, pode ser Valentina

E então um dia, qualquer coisa como há dois dias atrás, acordei e decidi mudar.
Mudei de penteado, mudei as minhas roupas habituais, olhei-me de forma diferente ao espelho e torci o nariz perante os meus olhos pequenos, rasgados e desconfiados.
Decidi não escrever, nem ler, nem representar, simplesmente dançar. Não em casa, com amigos, mas sim sozinha, na rua, enquanto passeava e decorava caminhos, ao som do meu Mp3 cor-de-rosa, cuja cor detesto, mas funcionalidade adoro. Isto, enquanto decorava caminho que viria a relatar mais tarde, em mais uma das minhas histórias que só será escrita daqui há vários anos, ou esquecida, porque não tem razão para existir. E, ainda de bom humor,  aceitei piropos, sorri perante olhares que num dia comum aborrecer-me-iam e, como sendo a cereja no topo do bolo, peguei numa criança linda ao colo. E, basicamente, foi isto. Esta ideia doida que me dá num dia ou outro de estar alegre e achar que o mundo está quase balançado. São dias assim que compensam o meu aborrecimento e a estúpida monotonia. Por isso, se algures desta semana viram uma rapariga a cantar a dançar pelas ruas lisboetas como se não tivesse mais nada para fazer da sua vida, muito provavelmente, cruzaram-se comigo e eu sorri-vos de boa vontade.
Isto tudo para dizer o quê? Para não pensarem que mudei este espaço, pois não o fiz, apenas mudei de nome, porque achei que estava na altura de possuir um.

Com amor,

Valµntina

P.S.: Já agora, o que acham da mudança do blog?

quinta-feira, 28 de março de 2013

443# Casacos e Cigarros



Não, obrigada, mas prefiro um casaco, aquece mais e aposto que sabe melhor. Também me cobre de fragâncias, talvez a mesma que a do teu cigarro, só que, assim, não me sabe tão mal, não é tão forte. Também dispenso o teu fumo, embora adore as ondulações que cria no ar, escapando da minha visão, para fora do meu campo de vivência. Se ao menos esse assassino de prazer momentâneo não levasse a um fim tão azedo quanto aos que conheço e já vi crescer... se ao menos... mas leva! e eu não quero a mesma solidão que te acompanha quando enches o teu peito de veneno, que se espalha e gera uma estranha calmia que te faz pedir por mais. 
Acho que ainda não compreendeste, mas não te quero ver morrer, nem quero provar do mesmo erro que tu. Nunca o fiz, não é agora que o vou fazer. Já tu, nunca paraste e deverias estagnar esse vício, deixá-lo morrer enquanto é hora, enquanto podes, enquanto vives. Por isso, por favor, agarra num casaco, aconchega-te nele e deixa-te levar pelos cheiros que nele se prenderam e não pelos que nele podes colocar. Se vires fios de fumo, segue-os com o olhar, não os cuspas para o lado, para que se varram de ti, deixando um pouco de si. E, desse modo, afasta-te, olha para tudo de longe e segue o teu caminho, verás então que até pareces ser uma pessoa melhor.

Com amor,


Valµntina



442# Ler: Livros - 7#

"O Homem que não lê, não possui vantagem alguma sobre o Homem que não sabe ler."__ Mark Twain

Cada Homem tem a sua salvação, o seu porto de abrigo, o seu canto onde ficar quando não tem lado algum para onde ir. Eu tenho os livros. É complicado explicar, principalmente para quem não lê, mas ter um livro na mão acalma-me. Apertá-lo contra o corpo, sentir o seu cheiro, principalmente quando o compro velho, tentanto adivinhar por onde andou. Podem não entender, contudo, um livro tem mais do que uma vida, tem a nossa vida, tema  vida de quem já o possuiu e, ainda, a vida daqueles que lhe chamarão de "meu".
Digo que cada Homem tem a sua salvação, porque os livros foram a minha, foram o que me levaram a viver mais, a sorrir mais, a olhar para o mundo de outra maneira, pois uma obra não é apenas uma história imaginada ou vivida, são a utopia, os desejos e as ideias de uma pessoa, aquilo que lhe passa pela mente, o sofrimento, por vezes, inacabado e, quem sabe, o motivo da sua morte ou a data de uma partida permanente. Um livro é a tranformação de frases comuns e inférteis em materias complexas que nos toldam o juízo e torcem o ámago, é um estranho que nos conhece. E pode ser usado para tanta coisa! Para ler, para livrar do calor, para pousar a cabeça, para endireitar uma mesa, para companhia, para fuga, para conhecer sensações, estimular a mente... 
É sério quando afirmo que causa-se confusão, que admira-me ver pessoas sem livros, sem palavras de outros. Principalmente sabendo que, no final da vida, acabamos todos por ser um pouco de toda a gente.

Nameless

quarta-feira, 27 de março de 2013

441# So that's a Hipster...

E como a minha irmã mais velha anda numa de ser hipster, eu, muito ignorante, fui fazer uma pequena pesquisa sobre o assunto.
Ao que parece o movimento Hipster, ou a ideia de se ser Hispter, surgiu algures pelo ano de 2000, para definir um grupo de pessoas entre os 15 e os 20 ou 25 anos que possuía um estilo único e/ou a ideia de (re)inventar uma nova forma de estar na sociedade. 
As pessoas aderentes a este estilo são caracterizadas por misturarem os estilos vintage com peças de roupa moderdas, usando também acessórios antigos, como chapéus, óculos escuros, calças axadrezadas - típicas dos cantores de jazz ou dos hips (pessoas de etnia branca que imitavam o estilo dos cantores negros de jazz).
Quanto aos seus gostos de espaço e música, preferem bares, onde possam socializar, museus e gostam de rock alternativo e Bob Dylan.
Basicamente, pelas pesquisas que fiz, isto é ser-se Hispter. Na minha opinião, é somente mais uma forma de expressão visual, onde as pessoas envergam o que querem, quando querem, sem dar qualquer tipo de explicação a quem quer que seja, ou então, pode também ser uma forma de  demonstrar o lado mais desleixado e preguiçoso da vida. Mas enfim, lá está, não há certezas, depende de cada um e não é nada que me chame a atenção. 

Tenham o resto de um bom dia, 

Nameless

440# Outros Pensamentos: Um voto de confiança - 23#


Não é confiar em demasia, não é oferecer um braço, quando, na verdade, deveria dar somente um dedo, é ter a capacidade de acreditar que as coisas podem acontecer com qualquer pessoa e que todos somos capazes de fazer algo para sermos melhores do que ontem, ou hoje mesmo. Não sei bem, mas acho que, por saber o que é não acreditar em mim mesma, que gosto de fazer com que os outros se sintam capazes, poderosos e fiéis ao que são, sem quaisquer medos ou receios de falhar. 
Já me disseram que me atiro de cabeça, que não penso bem no que faço quando dou um voto de confiança e que isso me pode custar caro. Já me custou caro, porém, se vir isto isto simplesente como um erro, terei de entender que eu mesma sou um erro, que todos os que ajudei são uma falha. Não sou nenhuma tábua de salvação, reconheço isso, todavia, se tenho em mim a capacidade de ajudar, sou algo válido, talvez com um ser com um propósito.

domingo, 24 de março de 2013

439# Escola: Avaliações - 12#

 E as minhas classificações já saíram!
As notas foram as esperadas e, conhecendo o meu desempenho, não posso relcamar muito. 
Português: 140
História: 140
Inglês: 160
Psicologia: 160
Educação Física: 140
Média actual dos dois trimestres: 143 valores.
Está baixa...
Tenho de subir dois valores a cada disciplina para conseguir amenizar a média do 10º ano.
Mais uma vez, a ver como corre. 

Boa semana!
Boas férias, para quem as tem. 


Nameless