sábado, 19 de novembro de 2011
9# Post Scriptum: Poema 1#
Ia escrever
Ia escrever letras de fogo
com as lágimas da saudade
que alimentam a fornalha da vontade.
ia escrever!
ia escrever o teu nome no pulsar do tempo.
mas não escrevo.
não escrevo porque sou o teu nome!
com as lágimas da saudade
que alimentam a fornalha da vontade.
ia escrever!
ia escrever o teu nome no pulsar do tempo.
mas não escrevo.
não escrevo porque sou o teu nome!
Vicente Ferreira da Silva
Sorte nº17, NamelessGirl

segunda-feira, 14 de novembro de 2011
8# Devaneios - 4#
Mata-me!
Leva-me, mas não me prendas. Não arruínes os meus sonhos, não me faças sentir o que não sou nem quero ser!
Identifica-me, conhece-me e deixa-me, porque, para ser quem quero, acho que tenho de sofrer...
Aleita a minha insanidade, faz parte do mundo que abandonei e perde-te no que costumava ser o meu íntimo racional.
Não posso controlar nada, nem a mim mesma, nem a minha respiração e muito menos os teus sentimentos. No entanto, por ti, faria tudo, daria, tudo, apenas para que não me quisesses levar, para que não me fosses nada!
Ah… Suspiro e respiro.
O meu corpo cai, derrete-se e deixa de existir.
Sem consciência dos meus actos, sorrio e esqueço-te. Forço-te a soltar-me e a deixar-me viver do outro lado da vida, numa dimensão enraivecida que me acalma e não nos deixa recuar nem ser menos do que sou!
Perco-me… Finalmente perco-me de ti, por ti, para ti.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
7# Ler - 1#
Por que leio? Não sei, leio e pronto.
Leio porque é preciso, porque faz parte de mim, porque sou tola!
Porque gosto de mistérios em livros que não possuem mistérios e porque gosto de me aborrecer em leituras que, muito provavelmente, durarão um mês.
Agarro num livro por gosto, por vício. Folhei cada página para lhe sentir o cheiro, apenas para conhecer cada personagem, mesmo antes de as ler.
Leio para me contrariar e pensar com uma cabeça que não é minha. Deito-me tarde para morrer ou continuar a vida de uma figura que faz parte de mim… do livro.
Leio por diversão.
Leio porque cada ponto, cada vírgula podem ser uma lágrima ou mesmo um suspiro.
Olho para uma obra e estico cada um dos meus dedos apenas para lhe sentir a textura.
Leio para me apaixonar, para poder odiar alguém e para me sentir frágil.
Não leio por querer viajar! Mas para conhecer locais já viajados.
Não leio para fazer sentido ou para ir contra o mundo… Leio porque o dia chega ao fim e, por vezes, a realidade não é uma boa escapatória.
Enfim…
Leio porque sei ler. É simples.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
5# Devaneios: Amigos - 2#
Fazes-me saltar e sorrir. Nunca pensei que fosses tu a realizar tal coisa…
Recordo-me bem da primeira vez que te vi, eu envergava um vestido castanho com flores brancas? Acho que sim, já não sei ao certo. Tu estavas sentado na primeira fila, terceira carteira e eu, por estar atrasada, sentei-me logo ao teu lado apressada e envergonhada, conseguia sentir os olhos das pessoas sobre mim… O que é realmente arrepiante.
Pelo canto do olho, conseguia ver o teu sorriso, que me fazia sorrir, muito discretamente. As tuas palavras eram quase ridículas, ou mesmo ridículas, porém, engraçadas.
No dia seguinte, sentei-me novamente ao teu lado, no entanto, não te dirigi a palavra, tu é que o fizeste, muito cuidadosamente, pois tinhas medo que eu me chateasse ou não te respondesse. A minha voz soltou-se baixa e calma, acredito que te espantaste ela. Porquê? Não sei, mas colocaste um ar de quem ouvia algo… estranhamente diferente.
A partir desse dia, fomo-nos falando aos poucos até nos tornarmos amigos… GRANDES AMIGOS!!
Que saudades (tuas)!
Este ano sento-me ao lado de outro colega. Fala tanto quanto tu, também tem um sorriso contagiante contudo, não és tu… e esse é o grande mal dos amigos. São insubstituíveis.
Sorte nº 17 meu saudoso amigo, NamelessGirl
terça-feira, 8 de novembro de 2011
4# A NamelessGirl - 2#
Existe um momento da nossa vida em que temos de deixar de correr por nós e passar a fazer alguns quilómetros pelos outros, mesmo que implique que o nosso coração falhe para que o de alguém bata ou que a nossa vista desapareça, para que alguém veja quem ama.
Sei que dito desta maneira parece pouco normal, mas uma coisa é certa, temos de balançar o mundo.
Sei que dito desta maneira parece pouco normal, mas uma coisa é certa, temos de balançar o mundo.
Sorte nº17, NamelessGirl
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
3# Crítica Literária: Todas se Apaixonam por Mim - 1#
Livro: Todas se Apaixonam por Mim
Autor: José Pinto Carneiro
Editora: Editora Guerra & Paz
Sinopse: "Chega sempre a altura de um homem assentar. Há diversas formas de isso se fazer, mas Júlio optou pela mais complicada. Não tinha alternativa – consciente da importância do Amor na vida de qualquer um e aparentemente desprovido da capacidade de o conceder, só lhe restava capitalizar o que por ele nutriam todas as mulheres que conhece. É que todas se apaixonam por ele. Para não desapontar nem ser injusto para com nenhuma, resolve dar-lhes o que de mais precioso tem. A todas, em simultâneo. Ora, acontece que também chega sempre a altura de uma mulher assentar . E o nosso herói, não obstante passar o dia a pensar em mulheres, é dos que não as releva o suficiente para as tentar realmente perceber. Circunstância, está provado, susceptível de causar problemas e prejuízo. Esta é, assim, uma esfuziante história de coragem, arrojo, generosidade e parvoíce. Consta que é uma comédia. Coisa rara na literatura portuguesa."
Opinião: Eu agarrei-me a este livro com unhas e dentes e não o soltei até chegar ao final.
"Todas se Apaixonam por Mim" é um romance, ou melhor, são vários romances dentro de um romance que têm como ponto comum uma única personagem, o Júlio.
Quando terminei de ler o livro, não o considerei uma verdadeira comédia literária, mas o meu sentido de humor é um bocado mórbido. Porém, quando penso no livro apenas me posso rir, pois toda a história do Júlio parece ser um óptimo plano de vida que apenas aponta para a desgraça.
Ao início apenas fiz uma pergunta a mim mesma: "Com quantas mulheres é que ele está envolvido?"
Acabei por descobrir, ao final de algumas apresentações; Júlio namorava com quatro mulheres e encontrava-se encantado por uma quinta, a Maria - a pessoa para quem Júlio conta a história.
Maria é uma modelo portuguesa famosa, fictícia ou não, não sei, mas Júlio via-a como a paixão da sua vida, a única pessoa por quem se apaixonou, mas, mais tarde, apenas a consegue ver como um grande problema. E, praticamente ao mesmo tempo, todas as suas relações entram numa erupção vulcânica que pode vir a terminar no descalabro. Isto, porque Júlio teve a brilhante ideia de engravidar quatro mulheres ao mesmo tempo, sendo uma delas casada.
Se pensei que as suas tentativas de responsabilidade tinham ficado pelo seu plano, estava mais do errada, pois Júlio tentou ser um pai responsável para todos os seus filhos, no entanto essa sua missão falha e algumas verdades começam a surgir. Em resumo, a desgraça que Júlio menos esperava cai-lhe sobre os ombros, deixando-o sem saber como reagir durante algum tempo. Apesar disso, e mesmo depois de duas das suas namoradas se conhecerem, de ser ignorado por uma terceira, de apanhar porrada do marido da sua amante e de ir parar ao hospital, Júlio consegue, de certo modo, endireitar-se na vida e ser feliz com as suas decisões.
O livro tem um desfecho que não esperava de modo algum e que me deixa a pensar se aquela personagem final é realmente a mesma que temos vindo a conhecer durante todo o livro.
Aconselho este livro a toda a gente, principalmente para aqueles que simplesmente querem passar um bom momento.
Sorte nº17, Nameless
Etiquetas:
Crítica Literária,
José Pinto Carneiro
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